Essa semana, um dos temas do programa Saia Justa – debate do GNT com Maitê Proença, Betty Lago, Mônica Waldvogel e Marcia Tiburi – foi o ‘Homem Bomba’.

Márcia Tiburi contou, resumidamente, a história de um dos contos do livro “RASIF”, de Marcelino Freire, mais ou menos assim:

“Um homossexual ia dentro de um ônibus e se viu sentado à frente do que ele identificou como o ‘homem da sua vida’. Na fração de segundos que se seguiu, ele imaginou a infância, a adolescência, a vida do homem em questão; desenhou na mente a imagem perfeita de olhos brilhantes, o sorriso, o sonho de viver ao seu lado. Mas, num rompante, ele se levantou e desceu do ônibus. E enquanto continuava vendo o ônibus se afastar, seguiu imaginando aquele homem, quando, de repente, o ônibus explodiu, e aquele homem idealizado era o Homem Bomba.”

A questão do debate era: como reconhecer um ‘Homem Bomba’ e sair do alcance dele antes que ele exploda?

Betty Lago disse que nem se devia ‘subir no ônibus’ – ao que Márcia rebateu que ‘já se estava dentro’, apaixonada.

Maitê Proença – que eu adoro e acho sempre muito lúcida (e com quem concordo) – acha que reconhecer não é o mais difícil, mas ‘descer do ônibus’ é que é o problema. Ela citou alguns exemplos, mas pra cada mulher há ‘o’ insustentável, ‘o’ insuportável, aquela coisa que cada uma (ou cada um, que também tem ‘Mulher Bomba’) não admite uma segunda vez.

Mas porque, então, muitas de nós se vê ante a repetição de coisas que não tolera, mas não consegue ‘descer do ônibus’? Eu sempre me perguntei isso – e vivi isso de não conseguir descer do ônibus’ e praticamente o ônibus não explodiu comigo dentro por pura sorte. Beira ao absurdo tal atitude, mas é tão comum quanto inexplicável.

Porque a gente não consegue simplesmente seguir em frente, ‘descer do ônibus’ quando vê que aquela pessoa é uma ‘bomba’ que pode/vai explodir a qualquer momento?

Você, que eventualmente me lê, tem uma opinião a respeito? Achei o debate super interessante – embora sem resposta definitiva…

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